Learning is finding out what we already know. Doing is demonstrating that you know it. Teaching is reminding others that they know just as well as you. You are all learners, doers and teachers.

Richard Bach

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Da Pré-História do Conhecimento à sua Construção

Parte I

“Allowing and creating opportunities for all to have a voice…”(Dougiamas, 1998).
Martin Dougiamas (1998) é o autor do texto que analisámos e que tentámos desconstruir para voltar a construir com base nas nossas experiências anteriores, nas nossas aprendizagens e conhecimentos já adquiridos, ou como escreveria Vygotsky citado por Martins e Mendes ( 1987) na nossa pré-história.
Neste paper são definidas as faces do construtivismo , nomeadamente:
- “Trivial constructivism” de autores como von Glasersfeld (1990)
-“Radical constructivism” de Hardy and Taylor ( 1997) ou von Glasersfeld (1990)
- “Social constructivism” de Vygotsky (1978), Cobb (1994) ou ainda Salomon e Perkins (1998)
- “Cultural constructivism” de Vosniadou (1996) e Salomon e Perkins (1998)
- “Critical constructivism” do autor Taylor (1996).
O conhecimento é, deste modo, entendido como um processo em construção, que não parte do zero e que não considera o aluno como uma “tábua rasa” mas sim como um indivíduo capaz de interpretar, de dialogar com os textos e com os outros, participando activamente na construção do seu conhecimento e do conhecimento daqueles com quem interage, numa situação de círculo hermenêutico segundo o qual o diálogo conduz o indivíduo a colocar questões, obter respostas e colocar novas questões, concretizando novas aprendizagens e mais conhecimento.
É preciso participar activamente na sociedade de informação e conhecimento, “ter voz” para agir crítica e criativamente em que o contributo de todos deve ser valorizado para que se sintam realmente parte de uma sociedade em constante mudança. Este parece-nos um princípio a seguir alicerçado numa filosofia de construtivismo.
O sistema educativo no papel da escola e dos seus respectivos intervenientes – professores, alunos e comunidade – têm o desafio acrescido de promover o diálogo e aprendizagens colectivas baseadas na mediação social, na auto-reflexão, na desconstrução e reconstrução de informações. O processo de ensino e aprendizagem deve conter nos seus princípios algo mais do que aulas descritivas ou expositivas, mas sim exigir um processo refinado de comunicação para aprendizagens efectivas e eficientes entre os seus elementos activos.
Ao considerar as experiências e sabedoria que cada indivíduo carrega consigo na sua bagagem de conhecimento estaremos a ter em conta que essa bagagem afecta a interpretação de quem a possui sobre tudo o que há-de surgir de novo. Parte-se da pré-história do aluno e, acrescentamos nós, do professor, para um processo de análise, investigação, partilha, colaboração e construção. O docente deve surgir aqui como promotor de aprendizagens colaborativas e recíprocas e como aprendiz dentro dessas mesmas aprendizagens.

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